quarta-feira, 8 de maio de 2019

Práticas Educativas – um diálogo constante
Diário de aprendizagem
Período que antecedeu o encontro de 11/04

No período que antecedeu o encontro de 11/04, uma das atividades que realizamos foi repensar a Sequência Didática e adequá-la a um formato mais didático.
Seguindo as orientações abaixo:


Segue o resultado das discussões:

Unidade Curricular: Práticas Educativas na Educação Profissional e Tecnológica
Docentes: Veruska Ribeiro Machado, Marcelo de Faria Salviano, Debora Leite Silvano, Rosa Amélia Pereira da Silva
Discentes: Fabiana Leite, Glayce Helena, James Figueiredo, Maria do Carmo

Sequência Didática: Conto de Escola de Machado de Assis

1- Série: 2º ano (Ensino Médio/Ensino Médio Integrado)

2- Áreas do conhecimento:
Literatura, História, Sociologia, Tecnologias da Informação e Comunicação, Matemática.

3- Conteúdos:
Letramento literário, estratégias de leitura;
Circunstâncias históricas presentes no conto: fim do império, Abolição da escravatura e Proclamação da República;
Circunstâncias históricas do Brasil atual (comparativos entre a educação no século XIX e hoje);
Vida e obra de Machado de Assis;
Métodos de resolução de problemas e pensamento computacional;
Estruturas de controle e de repetição;
Programação por blocos;

4- Objetivos: (O que pretendemos que os alunos aprendam com essa SD?)

* Estabelecer relação entre a tese e os argumentos oferecidos para sustentá-la;
* Identificar a tese de um texto;
* Inferir  informações implícitas no texto;
* Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto;
* Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa;
* Refletir sobre as principais questões discutidas no conto, estabelecendo paralelos com a realidade social;
* Estabelecer comparativos entre a educação no século XIX e hoje, analisando os dados históricos;   

* Ampliar as percepções dos conceitos abordados no texto a partir da participação efetiva nas atividades propostas;
* Entender o recurso de releitura de uma obra literária e aplicá-la de forma lúdica no contexto das tecnologias digitais;
* Compreender a importância do trabalho em equipe, empatia, compreensão, divisão de tarefas, organização, etc;
* Compreender conceitos matemáticos (coordenadas, variável e números aleatórios);
* Perceber o processo de concepção (design);
* Aprender técnicas de resolução de problemas com o uso do pensamento computacional e com isso melhorar a fluência nas tecnologias digitais.
* Utilizar a programação por blocos para conhecer estruturas de controle e de repetição;

5- Duração: 15 aulas de 50 min

6- Recursos didáticos: Texto, data show, internet, laboratório de informática equipado com computadores e o Scratch instalado ou com acesso à Internet.

7- Estratégias:

7.1  Atividades (5 aulas de 50 min)

Atividade 1

Leitura do conto: Conto de escola, Machado de Assis;

Contextualização: 50 min (Brainstorming: técnica de discussão em grupo que se vale da contribuição espontânea de ideias por parte de todos os participantes, no intuito de resolver algum problema ou de conceber um trabalho criativo ( registrar no quadro as contribuições) .

Sugestão:

* Apresentar no slide nomes de algumas obras (exemplo:Dom Casmurro / O alienista / Memórias póstumas de Brás Cubas) e alguns personagens ( exemplo: Capitu, Bentinho) mais célebres de Machado de Assis.
* Indagar se os alunos ouviram/ conhecem alguma das obras e/ou personagens registrados no slide.
* A partir das respostas, estabelecer uma conversa com os educandos, direcionando o diálogo para que os estudantes digam quem escreveu as obras mencionadas.
* Pedir para os discentes citem  o que leram, as impressões que tiveram do contato com Machado de Assis.
* Caso os discentes não lembrem o nome de Machado de Assis, o docente cita-o e retorna para os educandos buscando informações para enriquecer o diálogo.

* Registrar no quadro a síntese das informações que os estudantes sabem sobre a vida e obra de Machado de Assis.

* Enriquecer o diálogo apresentando os principais acontecimentos e obras da vida de Machado, expondo fotos no data show.

Para mais informações de Machado de Assis: www.dominiopublico.gov.br

Machado de Assis é um dos maiores escritores da literatura¹ brasileira, ele escreveu em vários gêneros²:  contos, poesias, romances. O texto que vamos ler é um conto³. Quem gosta de ler contos? O que é um conto?

Vale a pena relembrar o que é Literatura e sua importância:

A Literatura, como produção humana, está intrinsecamente ligada à vida social, assim compreende-se que ela é criada dentro de um contexto; numa determinada língua, dentro de um determinado país e numa determinada época, onde se pensa de certa maneira; portanto, ela carrega em si marcas desse contexto. (SILVA, 2003, p.123 in Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, 2007, p 36).

Gênero: Sempre que produzimos textos orais ou escritos atendemos determinada situação e finalidade, exemplo: e-mail, diário, resenha, conto, receita de bolo, esses textos possuem uma estrutura própria que se repete a isso damos o nome de Gênero textual.


Conto: é uma narrativa curta, o tempo e o espaço são reduzidos, as poucas personagens existem em razão de um núcleo. É a narrativa de um fato/ situação ocorrida na vida dos personagens. O tempo pode ser cronológico ou psicológico e o caráter real ou fantástico.


Atividade 2: 30 min

Na aula seguinte, apresentar o conto e continuar a ativação dos conhecimentos prévios sobre o texto

Levantamento de conhecimento prévio:

Levantamento de conhecimentos prévios dos alunos sobre o assunto, de acordo com os pressupostos apontados por Rojo (2009: 77, 78). Iniciar a atividade com as estratégias de antecipação das informações e ativação de conhecimentos prévios sobre o texto.

Ativação dos conhecimentos prévios

1. A que nos remete o título do conto?
2. O título cria expectativas sobre o tema? Sobre o que se fala num “Conto de
Escola”?
3. O título traz informações suficientes para que possamos descobrir, de imediato, qual
o assunto tratado por Machado de Assis nesse conto? Justifique a sua resposta.

Atividade 3: 20 min

Há possibilidades a seguir, o professor deve escolher considerando as peculiaridades da turma em que atua.

I- Leitura silenciosa pelo aluno, leitura em voz alta pelo professor e/ou compartilhada.
II- Outra possibilidade também é utilizar a sala de aula invertida, o aluno lê previamente o texto em casa e em sala os grupos fazem uma leitura dramatizada do mesmo .

Atividade 4: 100 min

Em grupos, confirmar ou refutar as hipótese levantadas anteriormente.
1. Suas expectativas foram confirmadas? Por quê?
2. O título do conto é pertinente em relação às ideias (assunto) apresentadas no
texto?
3. Qual a temática desenvolvida por Machado de Assis neste conto? Busque, no
texto, elementos que comprovem sua resposta.
4- Visitar coletivamente o site abaixo, projetá-lo no slide e ler com os alunos um texto informativo sobre a como era o ensino nas escolas do século XIX?


5- Solicitar que os estudantes enumerem semelhanças e diferenças que observam entre o ensino praticado no século XIX e o do século XXI.

 O professor enriquece essas falas, paulatinamente, acentuando os avanços, recuos, significado da educação e dos tempos e modos escolares, como era a escola no século XIX e como é hoje

Nesse ponto pode-se falar sobre o contexto histórico de cada experiência e como isso impacta no subjetivo dos sujeitos - exemplo: a educação era para todas e todos?

 O professor deve situar os educandos com relação a outros fatos históricos da época, enfatizar que a literatura nos permite voltar ao passado e refletir sobre costumes da época em que o escritor está inserido. Nesse conto, a história narrada tem como contexto histórico o fim do Império, a Abolição dos Escravos e a Proclamação da República.

Fontes de estudo:

* A escravidão africana no Brasil (1949), de Maurício Goulart;
 * A integração do negro na sociedade de classes (1964), de Florestan Fernandes;
 * O abolicionismo(1883), de Joaquim Nabuco;
* Casa grande e senzala (1933), de Gilberto Freyre;
* Do Império à República (1972), de Sérgio Buarque de Holanda ( a obra abrange a fase 1868-1889, explora o funcionamento da administração e da vida política, os dilemas do poder e as particularidades do parlamentarismo brasileiro).

Atividade 5: 50 min

Em roda de conversa, conversar a respeito dos elementos da narrativa:
Personagens, os lugares onde os fatos acontecem, o momento, o narrador.
.O foco narrativo (é o ponto de vista que o narrador se utiliza para contar um fato):  Como o narrador conta o fato? Ele participa das ações ou somente conta a história?
Quais as principais questões levantadas pela narrativa? As questões são pertinentes, importantes? Relacionam-se a nossa realidade? De que forma? Elas precisam ser discutidas? Por quê? ( O professor pode abordar questões como: 1- Escola hoje - lugar de aprendizagens significativas, interessantes para o estudante? Por quê? Como alcançar a situação mais propícia às aprendizagens? 2- Corrupção e delação 3- Papel do professor.

7.2- Problematização/ contextualização: 2 aulas de 50 min

Atividade 5: 50 min
Para pensar
Atividades para serem desenvolvidas em grupo:

O narrador, personagem central, não tem acesso ao estado mental das demais personagens. Narra de um centro fixo, limitado quase que exclusivamente às suas percepções, pensamentos e sentimentos. Ele conta o primeiro contato com a corrupção e a delação num ambiente (escola) que deveria aproveitar essas situações e desenvolver a ética, empatia, colaboração. Considerando esses fatos, reflitam: ( Essa atividade deve ser desenvolvida em grupo)

I- Como Policarpo poderia usar a situação- conflito envolvendo os meninos para desenvolver e ampliar as percepções, princípios, padrões e mudar comportamentos. Escreva, coletivamente a condução que vocês dariam ao conflito.

II- Explicar o que consideram corrupção. Explicar se ela está presente em nossas vidas, no dia a dia?

Resolução do problema: 1 aula de 50 min

Exposição/ discussão das reflexões propostas na problematização/ contextualização.

Destacar as impressões, posicionamentos que tiveram da leitura da cartilha .“O que você tem a ver com a corrupção” a respeito das circunstâncias, situações abordadas.

7.3- 1 aula de 50 min

Após as percepções descritas acima, os estudantes devem ler no suporte virtual a cartilha “O que você tem a ver com a corrupção”. ( Levar os educandos ao laboratório de informática)


7.4- Ampliação do conhecimento: 1 aula de 50 min

Atividade extraclasse: 50 min
( Dividir a turma em grupos. Sugestão: 8 grupos de 5 alunos).Cada um pesquisará uma das questões que seguem, os itens pesquisadas podem se repetir:

Exemplos sobre os impactos da corrupção na prestação dos serviços públicos.


Explique o que é a Lei de acesso à informação ?  Como essas informações podem auxiliar os cidadãos.


Soluções para combater a corrupção no Brasil.



Fatores que levaram a Previdência Social a crise. (De acordo com o pessoal da auditoria cidadã da dívida, não existe crise na seguridade social, ela é superavitária: adjetivo - Que ocasiona ou contém superávit; em que há diferença, para mais, entre a despesa e o que foi arrecadado, valor recebido:






 Observação: Os sites citados são apenas sugestões, devendo o professor realizar novas pesquisas para enriquecer o trabalho.

Deixar que as alunas e os alunos encontrem as informações, façam o contraponto e possam construir o conhecimento a partir de suas próprias inferências.
            ( Acompanhamento e orientação do professor no decorrer da pesquisa)

Para casa:

Cada aluno deve sistematizar as informações pesquisadas e preparar-se para a exposição.

7.5- Sistematização: 2 aula de 50 min

Roda de conversa para a exposição dos resultados do trabalho de cada grupo.

7.6 - Releitura do Conto de Escola de Machado de Assis com a utilização de uma animação interativa com o Scratch: (4 aulas de 50 minutos)

Passo 1 (50 min): Organize os alunos em um semicírculo para explicar a proposta da atividade, principalmente os aspectos que circundam a releitura¹. Os alunos serão divididos em grupos de no mínimo 3 e no máximo 4 pessoas (em uma turma de 32 alunos teríamos no máximo 10 e no mínimo 8 grupos ( O educador deve adaptar, segundo a sua realidade). É importante neste momento informar os critérios para a  autoavaliação para essa etapa(4) - animação interativa com o Scratch² e quais os objetivos³ devem ser alcançados.

1- Fontes que versam sobre Releitura:





3- Relembre os objetivos com o educandos:

Compreender a importância do trabalho em equipe, empatia, compreensão, divisão de tarefas, organização, etc;
Compreender conceitos matemáticos (coordenadas, variável e números aleatórios);
Perceber o processo de concepção (design);
Aprender técnicas de resolução de problemas com o uso do pensamento computacional e com isso melhorar a fluência nas tecnologias digitais.
Utilizar a programação por blocos para conhecer estruturas de controle e de repetição;

4- Autoavaliação: A avaliação se dará por ficha individualizada que constará de tópicos que versam sobre a capacidade de desenvolver trabalho em grupo e por ficha individualizada para auto avaliação dos alunos. A ficha pode ser encontrada em <https://forms.gle/XmWEWTF2LpyDFFpP9>

Essa avaliação  será realizada no decorrer do processo de construção da animação e consta na ficha de avaliação final explicitada no tópico: Avaliação


Passo 2 (50 min): Com os alunos já compondo seus grupos, contextualizar como deverá ser feito  com um breve Brainstorm de ideias baseado nos conhecimentos prévios para compor a animação interativa da releitura. Peça para os alunos levantarem os tópicos que conterão a animação, os atores e os cenários. Os educandos devem  criar, com o auxílio do professor, uma pasta compartilhada na nuvem para facilitar a construção em equipe¹.

1- Tutorial para criar pasta na nuvem



 Realizar Autoavaliação explicitada no  7.6


Passo 3 (1h50): Após passo 2 e discussão em grupo, chegou a hora de animar e virtualizar utilizando o Scratch, linguagem de programação por blocos, criada pelo MIT para ensinar programação a pessoas a partir dos 8 anos de idade. No link a seguir é possível acessar o ambiente de programação online <https://scratch.mit.edu/>. Antes de iniciar a programação é necessário organizar os cenários e atores que serão utilizados para compor a releitura proposta. O compartilhamento será divido em duas etapas, a primeira será o compartilhamento na comunidade online do Scratch, para isso a animação deverá estar publicada num blog da turma, construído pelo professor para socializar os trabalhos. Na segunda parte poderá ser proposto que cada grupo apresente no tempo de 10 minutos os resultados obtidos com seu trabalho e ao final promover um debate para reflexão e autorreflexão.

Autoavaliação: A avaliação se dará por ficha individualizada que constará de tópicos que versam sobre a capacidade de desenvolver trabalho em grupo e por ficha individualizada para auto avaliação dos alunos. A ficha pode ser encontrada em <https://forms.gle/XmWEWTF2LpyDFFpP9>


8- Avaliação (Como ela acontece na sequência de atividades):

Avaliação 1 ( No decorrer do processo: 50%):
Os alunos serão avaliados a partir da participação, integração, colaboração com o grupo de trabalho. O professor durante o acompanhamento desses grupos observa, conversa, orienta, detecta eventuais desajustes, registra-os e compartilha-os com o grupo, oportunizando sempre possibilidades para a inclusão e participação de todos na pesquisa. Nesse sentido, é importante o professor orientar a divisão de tarefas.

Avaliação 2 (Apresentação da Releitura - Animação Scratch 40%)

Avaliação 3 ( Autoavaliação 10%)

8.1- Critérios para realizá-la:

Atividade
Pontuação/Peso
Cronograma
Participação nos debates e rodas de conversa;
20
Todas as aulas
Processo de construção da animação Scratch
30
Durante o processo com a ficha específica exposta acima.
Apresentação da Releitura - Animação Scratch
40
Aulas específicas
     4- Autoavaliação
10
Preenchimento da avaliação explicitada no Passo 3

8.2 - Atividade
Exposição dos resultados do trabalho para a comunidade escolar: Animação interativa com o Scratch será apresentada em evento como Feira de Ciências, Reunião de pais e mestres ( momento de acolhimento)

O texto: Conto de escola pode ser acessado no link abaixo:



Referências Bibliográficas:

Rojo, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.








Práticas Educativas – um diálogo constante
Diário de aprendizagem
Quinta- feira, 28 de março de 2019

A aula começou com a apresentação da Sequência Didática por dois grupos:

Grupo 1: Fabiana, James, Maria do Carmo, Glayce
Grupo 2: Irene, Mariana, Kaliana e Safira

O grupo 1 desenvolveu as atividades a partir da obra literária: Quarto de despejo de Coralina Maria de Jesus.


O grupo 2 propôs atividades para equacionar o problema do lixo próximo às imediações da escola que a professora Irene trabalha.

Após as apresentações, a professora Veruska informou aos grupos que ambos haviam elaborado não uma Sequência Didática, mas um Projeto Integrador. As professoras Veruska e Rosa Amélia contaram suas experiências com a Sequência Didática e pontuaram suas particularidades.


No segundo momento, respaldados na leitura e reflexão do texto: Saberes e incertezas sobre o currículo de José Gimeno Sacristán. Em grupos, realizamos a análise do Plano de curso relativo ao Curso Técnico de Nível Médio em Manutenção Automotiva Integrado ao Ensino Médio, na modalidade presencial, do campus Estrutural.

O meu grupo era composto por Glayce e Gabrielle, professora do campus Estrutural.

Eis o comando da atividade:
Suponham que façam parte da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação e que recebam, como conselheiros, o questionamento do Instituto Federal de Brasília acerca do currículo do curso de Ensino Médio Integrado. Vocês deverão conhecer a demanda da Instituição e preparar um parecer em resposta à solicitação considerando os textos lidos em Práticas Educativas e as discussões e produções realizadas até o momento na disciplina. A seguir, encontram-se as demais orientações para a execução da tarefa.

Interessado: Instituto Federal de Brasília
Assunto: O IFB encaminha consulta sobre a adaptação curricular do curso técnico integrado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Relatores:
Data de aprovação:

I- Relatório
1- Histórico
No histórico, os relatores devem avaliar o currículo do Curso Técnico Integrado


2- A Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
Nesta parte do relatório, os relatores devem tecer algumas considerações relevantes sobre a BNCC.

II- Encaminhamento dos relatores

No encaminhamento, os relatores devem apresentar orientações ao IFB no que se refere à revisão do currículo do Curso Técnico Integrado em observância à BNCC.

A discussão e análise do currículo do Curso Técnico Integrado em observância à BNCC foram muito produtivas, pois contou com a partilha de experiência da Gabrielle, professora do campus Estrutural, a qual pôde estabelecer um paralelo sobre os princípios que versam o  Currículo e a aplicabilidade no cotidiano escolar.



sexta-feira, 5 de abril de 2019


Práticas Educativas – um diálogo constante

Diário de aprendizagem

Quinta- feira, 21 de março de 2019


A aula foi pautada nas leituras dos capítulos 3, 4 e 8 de do Livro A Prática Educativa: como ensinar de Antoni Zabala.

O capítulo 3 discute e analisa as estratégias metodológicas utilizadas em quatro sequências didáticas, assim incita a reflexão sobre a pertinência ou não de certas atividades, Zabala destaca que é importante “reconhecer as possibilidades e as carências de cada unidade, com o fim de que nos permita compreender outras propostas e reconhecer, em cada momento, aquelas sequências que se adaptam mais às necessidades educacionais de nossos alunos”( Zabala, 1998, p. 59).

Zabala aponta as potencialidades e as lacunas das sequências didáticas, enfatiza que a função do professor deve ser de estabelecer ponte entre o que o aprendiz já conhece e o que se deve saber, prevendo e estimulando a ação autônoma do estudante. A empatia e a comunicação também são elementos essenciais no processo de ensino e aprendizagem. Nesse processo, o conteúdo tem que fazer sentido para os alunos e deve ser incorporado a realidade deles.

Na análise das sequências destaca-se o enfoque dado aos conteúdos conceituais, factuais, procedimentais e atitudinais.

Os conteúdos conceituais referem-se ao conceito genérico do assunto que se vai estudar.

Ex:
Conhecimento conceitual             Conteúdos factuais
Conceito de rio   -------------------    Nomes dos rios
Corrente artística  ----------------     Obras mais representativas

Segundo Zabala, nos conteúdos factuais o aprendizado dos fatos se processa mediante a feitura de atividades, no intuito de integrá-los nas estruturas do conhecimento, memória. Nesse sentido, o docente precisa cumprir “uma série de requisitos para evitar que as aprendizagens estejam desvinculadas da capacidade de utilizá-las em outros contextos que não seja os estritamente escolares” (Zabala, 1998, p. 79), é preciso partir dos conhecimentos prévios do estudante.

A dimensão procedimental refere-se a “Como ensinar?”, ou seja, diz respeito à criação de mecanismos para reconhecer tanto as necessidades como perceber as diversidades dos educandos, utilizando meios que possam suprir a atender às necessidades dos aprendizes.

Zabala afirma que “as atividades devem partir de situações significativas e funcionais, a fim de que o conteúdo possa ser aprendido junto com a capacidade de poder utilizá-lo”.

Na dimensão atitudinal, o educando aplica na prática o que aprendeu. Faz parte do processo de construção do conhecimento, da constituição de um sujeito reflexivo, com percepção crítica sobre o mundo e uma intervenção cidadã, acertada na interação com o outro e a sociedade.

O capítulo 4 traz contribuições sobre as relações interativas em sala de aula: o papel dos professores e dos alunos, enfatizando o envolvimento contínuo do professor e aluno nesse processo “A elaboração do conhecimento exige o envolvimento pessoal, o tempo e o esforço dos alunos, assim como ajuda especializada, estímulos e afeto por parte dos professores e dos demais colegas. Ajuda pedagógica ao processo de crescimento e construção do aluno para incentivar os progressos que experimenta e superar os obstáculos que encontra” ( Zabala, 1998, p. 97).
.
Sendo assim, o professor deve estar ciente que tem uma função dentro da escola, na sociedade e na vida do aluno, por isso ele deve desenvolver seu trabalho pautado nos seguintes princípios:

* Precisa diversificar estratégias;

* Propor desafios que possam gerar dúvidas, incentivar o aprendiz a buscar o conhecimento, respostas;

*Atender à diversidade dos educandos- reconhecendo a heterogeneidade da turma;

* Abrir canais de comunicação entre professor e aluno e entre aluno e aluno;

* Considerar as contribuições do aluno;

* Dar sentido e significado as atividades;

* Exigir dos alunos: análise, síntese e avaliação;

* Proporcionar um ambiente favorável à aprendizagem;

* Comunicar os objetivos da atividade aos educandos;

* Potencializar a autonomia;

 * Avaliar cada aluno conforme sua capacidade e esforço.

Já o capítulo 8 discute a avaliação, expõe a perspectiva tradicional sobre o tema e ressalta as novas visões e necessidades atuais, assim ressalta a avaliação formativa como um modelo ético e democrático para acompanhar o desenvolvimento dos estudantes e avaliar o aperfeiçoamento da prática educativa. Para Zabala “A partir de uma opção que contempla como finalidade fundamental do ensino a formação integral da pessoa, e conforme uma concepção construtivista, a avaliação sempre tem que ser formativa, de maneira que o processo avaliador, independentemente de seu objeto de estudo, tem que observar as diferentes fases de uma intervenção que deverá ser estratégica. Quer dizer, que permita conhecer que é a situação de partida, em função de determinados objetivos gerais bem definidos (avaliação inicial); um planejamento da intervenção; uma atuação na aula, em que as atividades e tarefas e os próprios conteúdos de trabalho se adequarão constantemente (avaliação reguladora) às necessidades que vão se apresentando para chegar a determinados resultados (avaliação final) e a uma compreensão e valoração sobre o processo seguido, que permita novas propostas de intervenção (avaliação integradora)” (Zabala, 1998, p. 201).

 A partir dessas leituras, recebemos, em grupos, a seguinte situação – problema:

Com a homologação da Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio pelo MEC, quais são nossas intenções educacionais ante essa nova realidade? O que pretendemos que os estudantes aprendam, considerando as 10 competências gerais apresentadas no documento?

Com base no problema, foi realizado um brainstorm. O problema foi colocado em um post-it no centro, e abaixo dele, os integrantes do grupo colocaram ideias para a superação do desafio. Cada post-it continha apenas uma ideia.





Na fase seguinte, deu-se a análise das ideias e a reorganização das mesmas pelo critério de prioridade.
Depois desse trabalho, cada grupo ficou com a função de formular uma sequência didática que contemplasse os pontos apontados no brainstorm.


 
Orientações para a formulação da Sequência Didática

ZABALA, A. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

terça-feira, 2 de abril de 2019


Práticas Educativas – um diálogo constante

Diário de aprendizagem

Quinta- feira, 14 de março de 2019

Retorno com as postagens no blog, depois de um período de afastamento, no qual me dediquei a leituras. Hoje retomo as reflexões, apontamentos, registros, tendo como foco a aula de Práticas Educativas, ministrada pelos professores doutores: Débora Leite Machado, Marcelo de Faria Salviano, Rosa Amélia Pereira da Silva, Veruska Ribeiro Machado.

 A proposta descrita abaixo deveria ser executada tendo como fundamentação os capítulos 1 e 2 de Zabala.

Eu e Irene discutimos e elaboramos a proposta que segue:

Situação
A Secretaria de Educação de um estado brasileiro da região centro-oeste investirá na abertura de uma instituição de educação profissional em 2019. Para isso, foi realizado concurso em 2018. O corpo docente foi convocado no final de 2018, e as atividades na instituição tiveram início em janeiro de 2019. O primeiro semestre do ano será dedicado ao planejamento das atividades, que começarão no segundo semestre. O corpo docente é composto por professoras e professores oriundos de diversas experiências: alguns atuaram na educação básica, outros na superior, e há aqueles que não têm experiência em docência. Logo no primeiro mês de formação dos professores, ficou evidente para a equipe gestora que mais da metade do grupo advoga a favor de desenvolver a atividade profissional como docente levando-se exclusivamente pela experiência oriunda de atividades anteriores. Alguns, inclusive, destacam as próprias experiências como estudantes como base para atuação pedagógica. Para a equipe gestora, ficaram os desafios de : promover uma discussão sobre a função social da instituição e dos educadores que nela atuam; desenvolver o conhecimento rigoroso da tarefa do professor nesse grupo. Para enfrentar esses desafios, a equipe da instituição conta com consultores pedagógicos.

Proposta
Como consultores desta instituição, o grupo deverá elaborar uma proposta de formação continuada e em serviço para esse grupo de professores considerando as dimensões da prática educativa. Para isso, deverá considerar a leitura dos capítulos 1 e 2 do livro A prática educativa: como ensinar, de A. Zabala, bem como o conceito de práxis, discutido em texto avulso produzido pela Escola de Gestores da Educação Básica. Ao final, será entregue documento com uma estrutura básica para a organização da formação desses professores contendo: Título da Formação, objetivos, conteúdos, recursos, procedimentos metodológicos.

'Por uma prática significativa'

Objetivo geral: Compreender e aplicar as ferramentas pedagógicas para que o professor contribua com a formação integral do educando, contemplando os aspectos: trabalho, cidadania, formação ética, cultural e científica.

Os objetivos específicos:
1. Conhecer e analisar a Proposta Pedagógica da Instituição fazendo inferências sobre o papel social da escola;
2. Conhecer a diversidade dos alunos por meio da relação professor e aluno.
 3. Contribuir para a constituição do sujeito reflexivo com percepção crítica sobre o mundo e uma intervenção cidadã acertada na interação com o outro e a sociedade.
4. Conhecer e aplicar as dimensões factual, conceitual, procedimental e atitudinal segundo Zabala.
 5. Compreender a importância da Avaliação processual e formativa.

 Os conteúdos abordados:
Proposta Pedagógica da Instituição;
Papel dos professores e alunos;
Aprendizagem significativa;
Avaliação formativa na prática educativa.

 Recursos: textos, vídeos, data-show.

 Procedimentos metodológicos: 

Primeiro momento:

* Sensibilização inicial: Inteirar-se dos conhecimentos prévios dos professores a respeito da prática educativa e do papel social da escola. Suscitar essa discussão a partir da análise de diferentes situações-problemas para os pequenos grupos, após período de discussão, socializar as questões levantadas com o grande grupo, destacando o papel social da instituição e a importância da prática educativa significativa; 
* Apresentar as fontes teóricas: Antônio Zabala, Paulo Freire, Marco Antônio Moreira;
* A leitura e reflexão dos teóricos serão solicitadas como pré-requisito para as aulas do curso de formação, as mesmas serão diluídas em diferentes momentos;

Segundo momento:

* Problematização I: Análise de estudo de caso, em pequenos grupos, concatenando-os ao referencial estudado;
* Apresentação das conclusões pelos grupos;

* Problematização II: Evidenciar práticas tradicionais e práticas inovadoras de ensino por meio de depoimentos colhidos de estudantes oriundos de diferentes contextos sociais e políticos, analisar esses casos e estruturar propostas interventivas frisando o papel social da instituição e as práticas educativas significativas;
 * Exposição das propostas interventivas.

Terceiro momento:

* Planejamento de atividades, em duplas, para serem aplicadas em oficinas ofertadas a graduandos da licenciatura, os quais, ao final das oficinas, avaliarão se os procedimentos metodológicos adequam-se ao papel social da instituição e se correspondem às práticas de aprendizagem significativa;

Quarto momento:

* Aplicação das oficinas;
* As oficinas serão acompanhadas pelos consultores da instituição;
* Avaliação dos participantes da oficina considerando os seguintes aspectos: os procedimentos metodológicos adequam-se ao papel social da instituição, eles se coadunam com as práticas de aprendizagem significativa;
*Expor o resultado do trabalho com as oficinas e das avaliações dos graduandos para o grande grupo;
* Sintetizar as conclusões e avaliar as atividades a partir da Práxis ação-reflexão-ação.

Quinto momento:

* Aperfeiçoar e ampliar as atividades das oficinas a partir das intervenções dos graduandos e consultores;
* Oferecer para a comunidade local essas oficinas e avaliar os resultados dos trabalhos.


A construção dessa proposta baseia-se nas contribuições de Zabala, ele afirma que os meios teóricos corroboram para que a análise da prática educativa seja de fato reflexiva, destaca também que o professor não pode se limitar à aplicação de fórmulas no processo de ensino e aprendizagem, pois isso gera uma limitação no processo educativo.  É preciso pensar na formação integral do aluno, isto é, na constituição de um sujeito reflexivo, com percepção crítica sobre o mundo e que tenha uma intervenção cidadã, acertada na interação com o outro e a sociedade, nesse sentido, o professor tem que estar consciente da importância da sua função dentro da escola, na sociedade e na vida do aluno.

A professora Veruska fez as considerações finais, desenhando no quadro a complexidade que envolve a questão “Como ensinar?” e a necessidade de se realizar essa reflexão, apropriando - se do conhecimento dos referenciais teóricos, didáticos e psicológicos; lançando um olhar técnico, dialogado com a perspectiva política e social do nosso fazer pedagógico.

Esquema das considerações finais sobre a complexidade de "Como ensinar?"


Apresentação da Proposta de formação continuada

Apresentação da Proposta de formação continuada




segunda-feira, 10 de dezembro de 2018


O Mestrado e o IFB


        Em parte do meu Memorial Descritivo Acadêmico, conto sobre o desejo que perpassou toda minha trajetória profissional: O propósito de cursar o Mestrado dentro de uma instituição que fosse reconhecida, respeitada. Então, esse ano tive a oportunidade de retornar à Academia como mestranda de uma Instituição com intervenções educacionais e sociais relevantes, profícuas, significativas.  Tenho como professores um grupo de doutores que não restringe a produção do conhecimento científico aos limites da Academia, mas que ousa romper como o formalismo e trabalha no sentido de aliar reflexões teóricas à prática, num processo de construção de conhecimento significativo, crítico, reflexivo, de sensibilidade, de empatia.

  Esse mestrado, por ser profissional, tem uma característica diferenciada, isso me chamou a atenção. Ao analisar o edital, estudar o material, a identificação com a proposta foi imediata, pois se voltava para a prática, à realidade; à aplicação no contexto escolar. Propiciava, também, estabelecer um contraponto, um diálogo com as propostas do Ensino Médio e EJA praticadas pela SEEDF e pelo Instituto Federal.

 Ser partícipe desse contexto como pesquisadora é a possibilidade de revisitar e ressignificar práticas, metodologias, convicções. Romper com o comodismo e mecanização e retornar para a sala de aula com perspectivas diferenciadas.

 É hora de muita leitura, produção de conhecimento, trabalho intenso,  mas em todo tempo é SEMPRE hora de Gratidão.

Conheça no vídeo abaixo um pouco mais sobre a instituição.













Bibliotecas do IFB
As bibliotecas do IFB possuem um ótimo acervo e um ambiente agradável. Excelentes para as leituras, reflexões e produção de conhecimento.
Assista ao vídeo e saiba mais.




Visita técnica ao IFB Campus Planaltina

No dia 22 de novembro de 2018, a turma do Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica do IFB realizou uma visita técnica ao IFB Campus Planaltina.

O Campus Planaltina é uma fazenda com uma área de 2.300 hectares, localizado na zona rural de Planaltina. Foi criado em 1959 como Escola Agrotécnica Federal de Brasília (EAF), mas em 2008 integrou-se à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, amparada na Lei nº 11.892 que criou os Institutos Federais.

A unidade oferece o Técnico em Agropecuária na modalidade Ensino Médio Integrado, para alunos que já tenham concluído o Ensino Fundamental. Também os cursos Técnicos Subsequentes: Técnico em Agroindústria, Técnico em Agropecuária para os estudantes que já concluíram o Ensino Médio.

Na modalidade ensino superior há os cursos: Licenciatura em Biologia e Tecnológico em Agroecologia. O Campus oferece os seguintes Cursos a distância: Meio Ambiente (E-Tec), Programador de Sistemas (FIC), Secretaria Escolar (Profuncionário), Segurança do Trabalho (E-Tec). Além desses, existem os Cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC): Auxiliar de Produção Animal (PROEJA), Horticultor (PROEJA), Libras Básico, Saúde e Teclado Básico.

A visita permitiu que os mestrandos conhecessem um pouco da rotina da escola que alia teoria e prática. Nesse movimento a teoria é comprovada, enriquecida, construída, reconstruída, contestada, tudo a partir da práxis (observação e ação).

A turma de mestrandos conheceu as plantações de laranja, do limão doce, obteve informações de procedimentos e técnicas para a criação de tilápia, de suínos, bovinos. Na visita aos laboratórios conheceu o Projeto que produz cerveja artesanal com baixo custo.

A produção de hortifrúti, pecuária não tem fins comerciais, mas atende a necessidade do Campus, sendo destinada às refeições dos estudantes.

 Essa visita permite uma vivência concreta daquilo que é o Trabalho como princípio educativo, os estudantes do Campus precisam observar, analisar, trabalhar com os modos de produção, os fatores econômicos e disporem-se a fazer da aula uma atividade constante, já que é necessário aprender e registrar independente da hora: os cuidados com a alimentação, o processo de reprodução, o parto dos animais, bem como os processos que envolvem a produção de hortifrúti, dentre outros mecanismos para a manutenção das atividades agropecuárias e agroindústriais.